Rádio Lousada

OBRIGADO POR SUA VISITA E JÁ AGORA DEIXE SEU COMENTÁRIO NO LIVRO DE VISITAS.

 


Envie mensagem para estes dois endereços e reclamem de Lousada continuar sem rádio, porque a anacom diz que Lousada já tem rádio só que esta está a emitir em Vizela e não em Lousada, por isso eu peço a todos os Lousadenses para se unirem para todos juntos tentarmos trazer a rádio de volta para Lousada, desde já o meu muito Obrigado.

 

info@erc.pt;info@anacom.pt

 


Total de visitas: 3224
Início

Opinião - Rádio Lousada noutro distrito Por Orlando Pinto 29 de Agosto de 2006 Mais de quatro mil lousadenses à espera Dado que, desde o dia 26 de Julho de 2006, o concelho de Lousada se encontra mais rico a nível de imprensa local, com o surgimento do “JL – Jornal de Lousada”, creio ser o momento oportuno para salientar a importância de mais um órgão de comunicação social para a nossa vila. Sendo Lousada a vila e o concelho da região do Vale do Sousa (isto para não ir mais além) mais pobre no que diz respeito à atribuição de uma frequência de rádio, faz todo o sentido juntar o útil ao agradável, apelando para a existência de mais um órgão de comunicação social, desta vez a prometida “RL – Rádio Lousada”. Em tempos houve uma Comissão Instaladora para a criação da RL, Comissão essa que elaborou um abaixo-assinado, conseguindo mais de quatro mil assinaturas, onde constam nomes bem conhecidos da nossa terra. Um documento que foi levado em mãos até Lisboa, ao cuidado do senhor Secretário de Estado, Morais Sarmento, do PSD, que tutelava a pasta dos órgãos de comunicação social. Mas, uma vez que a Comissão Instaladora caiu por terra, pelo menos aparentemente, até então nada se sabe sobre o assunto. A verdade é que a Comissão jamais veio a público dar notícias, deixando mais de quatro mil lousadenses sem resposta. Uma Comissão com “muita parra e pouca uva”, ou melhor, que está de braços cruzados à espera que a uva lhe caia na boca, e onde o silêncio parece ser de “ouro”. Até o deputado da Assembleia da República, Jorge Neto, lousadense, nada parece fazer em relação a este caso, pois faz-lhe “ouvidos moucos”. É também importante referir que 20 das 25 freguesias de Lousada elaboraram um documento, devidamente autenticado com selo branco, e posto em acta pública, que parece ter sido ignorado por Lisboa, que faz de conta nada saber da questão RL. Será por influência política? De resto, toda a história do processo encontra-se na posse da Câmara Municipal de Lousada (CML), em arquivo. Na minha opinião, o Sr. Dr. Jorge Magalhães, presidente da CML, devia vir a público esclarecer a minha pessoa e os mais de quatro mil lousadenses que assinaram o abaixo-assinado, a quem até à data nem a CML nem alguém ligado ao processo RL prestou contas. Muitos foram os políticos que em época de eleições prometeram mundos e fundos sobre o assunto RL, mas cuja boca depois logo se “fechou em copas”. Promessas vãs. Outros há que fazem questão de usar o bom-nome da RL para se afirmarem como homens políticos, muito defensores dos interesses do concelho de Lousada, mas que no fundo não têm interesse no aparecimento de uma rádio transparente. Talvez por essa razão, a RL seja um alvo a abater logo pela raíz... Mas a vila necessita de um órgão onde a voz e os acontecimentos sejam em tempo real, e onde se pratique um jornalismo sério e competente. É importante referir que Lousada já teve três estações de rádio local, uma em Caíde, outra em Aparecida e a “Rádio Lousada”, em pleno centro da vila, na frequência 98.2 FM. À semelhança de tantas outras rádios, também a RL era uma rádio pirata, que em 1988, por lei, foi obrigada a “calar o bico”. Mas logo no ano seguinte, o governo abriu um concurso público para as rádios se legalizarem. Acontece que nenhuma das rádios existentes por terras de Lousada foi a concurso, pelo menos em prazo legal, ficando os seus directores e colaboradores a “dormir à sombra da bananeira”. Já num segundo concurso, a RL concorreu em disputa com a “Rádio Vizela”, mas por má proposta, ou algo duvidoso, foi ultrapassada por Vizela e perdeu. A então freguesia, agora concelho de Vizela, conseguiu assegurar uma frequência de rádio definitiva, mas segundo reza a história a “Rádio Vizela” é “Onda de Lousada”, 97.2 FM. No entanto, a RV nada fez e nada faz pela divulgação das mais variadas vertentes sócio-culturais do concelho de Lousada. Sendo assim, “cada macaco no seu galho”, Lousada é Lousada e Vizela é Vizela, e, por direito próprio, “Onda de Lousada” pertence exclusivamente aos lousadenses – “o seu a seu dono”. Ainda não percebi muito bem como foi possível o governo atribuir uma rádio do distrito do Porto (RL) ao distrito de Braga (RV) – se de facto é de direito haver uma rádio destinada a cada concelho, cada qual no seu distrito, então Lousada tem por direito próprio o dever de exigir a sua rádio local, à semelhança do que fizeram os concelhos vizinhos. Afinal “mais vale tarde do que nunca”. É de lamentar que pessoas como eu, Orlando Pinto, há 16 anos a esta parte a exercer funções de colaborador e, por vezes, de produtor de programas de rádio, como o “Lousada FM”, em emissoras regionais do Vale do Tâmega, que cedem gentilmente a Lousada um espaço radiofónico, quando Lousada deveria ter a sua própria rádio. Até para os empresários lousadenses há prejuízo, na medida em que lhes são aplicadas tabelas de publicidade com custos mais elevados, sendo ainda de salientar que Lousada é a grande fonte de alimentação publicitária de pelo menos duas rádios do Vale do Tâmega, como a Era FM e a RCA, AMT.. Mas há situações curiosas… Enquanto os lousadenses lutam por uma rádio local, a cidade de Paredes não se importou em perder uma das duas rádios locais, agora ao serviço da Nova Era, a ex-Rádio “Terra Verde”, vendida a troco de “dez reis de mel coado”. Parece que em Portugal uns são filhos e outros enteados… Ou seja, continuam a haver rádios, sem conhecerem concurso público, que abrem emissões, e, pior ainda, colocam os emissores onde bem entendem. Aqui o Zé Povinho não tem voz pois “eu quero, posso e mando”, e Lousada não foge à regra. Por cá parece que muitos querem silenciar a RL, mesmo antes de existir. Mas eu, na qualidade de lousadense e de colaborador de rádio e jornal, espero e é de minha vontade que Lousada, num futuro próximo, possa vir a possuir uma rádio local que esteja ao serviço do concelho, formada por uma equipa de jornalistas e colaboradores capazes de fazer jornalismo puro, sem compadrios de qualquer espécie e cuja linha editorial seja livre na expressão do pensamento, na defesa dos interesses do concelho, pautado pelo rigor e transparência noticiosa.

 

 

 

“Olá, amigos ouvintes, somos a Rádio Lousada” Escrito por José Ferreira 14-Jan-2008 Foi assim que, a 14 de Dezembro de 1986, o célebre dia do jogo dos 7-1 (Sporting – Benfica), se deu o início da primeira emissão da Rádio Lousada, 98.2, fundada pelos irmãos Fernando Nicolau e Casimiro Coelho, sendo a sua sede por cima do edifício da Dimi-Marquesa, na Rua Eng.º Adelino Amaro da Costa. “Entrámos numa brincadeira, mas nesse dia percebemos logo que Lousada precisava da Rádio. Lembro-me que muitas pessoas apareceram com um papel na mão, tentando acertar no resultado desse jogo. Foi um arranque com força”, afirma Fernando Nicolau. Segundo Fernando Nicolau e colaboradores, a Rádio cresceu, sendo bastante ouvida no Concelho, pois eram muitos os programas de qualidade que marcavam o dia-a-dia de Lousada: “na actualidade, não existe o tipo de programação que a nossa Rádio tinha. Lembro alguns programas; nas terças-feiras, O AEIOU da Electrónica; nas quartas, um programa elaborado pela Escola Secundária, Raposas à Solta; um bom programa com entrevista política, À mesa do Café, que era às sextas-feiras; aos Domingos, a nossa Terra entrava pelas casas dos nossos ouvintes com O saber do povo; refiro, por último, os mais famosos: o Zuca Truca e o programa matinal De manhã começa o dia. No dia 23 de Dezembro de 1988, a Rádio Lousada foi silenciada por um decreto governamental que visou lançar a concurso todas as rádios do País, com o intuito de acabar com a proliferação e anarquia das rádios «piratas». “Foi um dos momentos mais tristes a que assisti, estávamos na véspera de Natal e alguns ouvintes choravam ao telefone”, refere Rodolfo, um dos colaboradores da rádio. No 1º concurso público para atribuição de licenças (alvarás) para o exercício da actividade de radiodifusão sonora de cobertura local, realizado em 1988, foram a concurso frequências para todos os concelhos do país. Nos concelhos de maiores potencialidades económicas, foram colocadas a concurso 2, 3 ou 5 frequências. No referido concurso não houve qualquer concorrente para a frequência prevista para o concelho de Lousada, enquanto para o concelho de Guimarães houve quatro concorrentes para as duas frequências, tendo a Rádio Vizela sido preterida na atribuição de frequências, ficando no 3º lugar. No 2.º concurso, concorreram duas entidades, a Lousarádio e a Rádio Vizela, tendo a última, em Dezembro de 1989, ganho a licença para a cobertura do concelho de Lousada, de que ainda hoje é titular, e procedeu posteriormente ao licenciamento da sua estação, instalando o centro emissor no concelho de Lousada e os estúdios em Vizela, concelho de Guimarães (na época), situação enquadrada na legislação vigente. De referir que o centro emissor continua instalado no concelho de Lousada, nomeadamente na freguesia de Lustosa, e é este o concelho no qual o ICP-ANACOM garante protecção radioeléctrica. No concurso público para atribuição de licenças para o exercício da actividade de radiodifusão sonora de cobertura local, realizado em 1998, foram a concurso frequências apenas para os concelhos onde existia disponibilidade espectral e que não tinham qualquer estação de radiodifusão. Foi igualmente aberto concurso para o concelho do Porto, onde existia uma frequência livre. Neste concurso, não foi possível disponibilizar uma segunda frequência para o concelho de Lousada. Os motivos que levaram a frequência para a Rádio Vizela As razões que levaram à preferência da Rádio Vizela estão transcritas num documento da Comissão Consultiva da Rádio de 5 de Dezembro de 1989. Nesse mesmo documento, ambos os projectos são avaliados e são levantadas duas razões para que a licença seja atribuída à Rádio Vizela: 1. A Lousarádio diz-se proprietária de um jornal de expressão regional. Porém, além de o não provar, na fotocópia do jornal junta no processo, verifica-se que o proprietário é outrem que não o requerente, mas ainda que fosse o proprietário do jornal, a preferência continuava a não existir, uma vez que é pressuposto desta condição de preferência a sociedade estar constituída há pelo menos três anos… A sociedade constituiu-se no corrente ano de 1989. 2. A Lousarádio deveria ser maioritariamente constituída por profissionais da comunicação social. Ora, como se verifica, existem apenas dois sócios com quotas iguais, além de que nenhum dos sócios é profissional da Comunicação Social. A partir de 23 de Junho de 1990, a Rádio Vizela começa a emitir na frequência 97.2 FM Stéreo, que corresponde à cobertura do concelho de Lousada, tendo de cumprir todas as regras da Lei da Rádio para a manutenção do alvará. Reacções após o concurso Na nossa investigação, encontrámos na imprensa local uma reportagem, “Especial - Rádio Vizela”, datada de 18 de Outubro de 1990, de onde retirámos alguns extractos de declarações dos responsáveis políticos. Destacamos neste trabalho algumas: “Emissões em cadeia é a solução.” “De momento, só vejo uma solução para este caso: haver uma transmissão em cadeia, ou seja, Lousada teria aqui os seus estúdios, a Rádio Vizela continuaria a transmitir em Vizela e Lousada transmitiria de Lousada com os seus próprios locutores.” Jorge Magalhães – Presidente da Câmara Municipal de Lousada “…aqui em Lousada não se ouve a Rádio Vizela.” “…a Rádio Vizela diz que tem a sua sede em Lousada e isso é falso.” “O que eu acho é que deveria ser aberto um concurso para Lousada, mas a Rádio Vizela deveria continuar, porque nós sabemos que eles também foram prejudicados por Guimarães, que acabou por ficar com duas rádios.” “…mandámos uma cópia do nosso recurso para a direcção da Rádio Vizela, para que esta ficasse notificada dos factos, mas contrariamente ao que seria natural não houve qualquer contacto.” Adriano Rafael – Responsável pela Lousarádio (na altura) “Reconheço as razões dos Lousadenses.” “Como devem compreender, é uma questão onde não me quero meter muito, mas lutarei pela Rádio Vizela, ficando muito preocupado com algo de pior que possa advir desta movimentação de lousadenses.” “Para mim, a situação ideal seria manter a Rádio Vizela tal como está e criar uma outra rádio em Lousada, pois só assim este concelho estaria devidamente servido.” Dinis Costa – Autarca Vizelense (na altura) Vizela passa a concelho Com a passagem de Vizela a concelho, em 1998, e apesar de a licença da Rádio Vizela permanecer afecta ao concelho de Lousada, o ICP-ANACOM tentou encontrar uma nova frequência para Lousada, pelo que efectuou medidas de intensidade de campo, na região de Lousada e realizou estudos teóricos de compatibilidade electromagnética, mas tal não foi possível, devido à grande saturação do espectro radioeléctrico na faixa de FM, na região do Porto. O ICP-ANACOM tem desde 1998, respondido a diversas solicitações do Governo, da Câmara Municipal de Lousada, de uma "Comissão Instaladora da Rádio Lousada", dos deputados municipais de Lousada e de cidadãos interessados na questão, manifestando a impossibilidade de encontrar uma frequência com garantia de compatibilidade com as dos outros operadores já licenciados, ou seja, livre de receber e/ou provocar interferências. Como demonstrativo da saturação do espectro na região, saliente-se que no distrito do Porto existem vinte e oito emissores de cobertura local, um de cobertura regional e sete de cobertura nacional e conseguem sintonizar-se ainda, em condições razoáveis, algumas estações de radiodifusão sonora dos distritos de Aveiro, Braga, Viana do Castelo, Vila Real e Viseu. Actualizado em ( 15-Jan-2008 )

Cria o teu Site Grátis!       Create your Free Website! Denunciar este site  |  Publicidade  |  Sites Grátis no Comunidades.net
Show/Hidden (X)